Sonho de infância
Eram férias escolares de 1991 e, como em todas as outras, suas primas estavam hospedadas em sua casa. Não faltavam brincadeiras, diversão e gargalhadas. Sua mãe reclamava que tudo na casa virava brinquedo. Bonecas espalhadas pelo chão do quarto, pastas com coleções de papéis de carta sobre a cama, caixas de VHS com filmes da Disney ao lado do videocassete.
Além da cama, mesa e brinquedos, elas partilhavam vivências, medos, segredos e sonhos. Um deles bem ingênuo, como a própria infância: o sonho de voar, cuja tentativa de realização era, no mínimo, inusitada. No seu quarto havia duas camas de solteiro, dispostas paralelamente uma à outra. Entre elas, uma cômoda de mogno com a superfície coberta por ursos de pelúcia, e um tapete no chão.
Eis que as primas saltavam de uma cama para a outra, uma de cada vez, acreditando verdadeiramente que, de tanto treinarem, uma hora sairiam voando. Os anos se passaram, e aquelas garotinhas, hoje mulheres, com os pés no chão, voaram alto em busca de conhecimento, liberdade e realizações.
Eis que as primas saltavam de uma cama para a outra, uma de cada vez, acreditando verdadeiramente que, de tanto treinarem, uma hora sairiam voando. Os anos se passaram, e aquelas garotinhas, hoje mulheres, com os pés no chão, voaram alto em busca de conhecimento, liberdade e realizações.
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